quinta-feira, 9 de agosto de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Cada um... cada bolinha...
Quando respiro sinto encher-me de amor mas tem-me faltado a paz. Sinto uma espécie de ansiedade quase angústia. Uma espécie de enjoo.
Queria que o mundo fosse de plasticina, não pelo meu jeito de artesã, mas pela minha capacidade inata de querer moldar de forma forte e clarividente. Era tudo tão mais fácil no despojo do ego, da materialidade e do vício.
Distribuiria uma bolinha de plasticina do mesmo tamanho e da mesma cor a todos, seria vermelha e flexível. Poderíamos enche-la de amor. Uma outra azul, cheia de paz. Uma amarela cheia de luz e uma outra lilas repleta de serenidade e desapego.
Eramos gente de bolinhas. Gente de fluir. De dar. De abraçar.
Eramos gente de brincar, viver e sorrir. Apenas.
Precisaríamos de muito menos. Muito pouco. E seriamos todos muito, mas mesmo muito mais felizes e simples.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
isto de viver fora da bolha...
Às vezes não é fácil superar esta instabilidade económica, social e financeira que estamos a passar. Eu digo muitas vezes, que nunca trabalhei tanto, que tenho dois empregos e 1/2, mas que na verdade finalmente consegui estabilizar as minhas contas e está tudo controladinho. Nunca estive tão bem!
Já não vejo notícias e a única coisa que desejo ouvir é a voz feliz da minha Mãe ao telefone e o coração a bater pausadamente no peito do amor da minha vida. Quero os meus com saúde, e a mim cheia de esperança e de garra, porque sei que assim jamais falharei!
É fazer trinta por uma linha (quase 32) para conseguir mimos e colo da vida. É muitas vezes sentir que o sol brilhar lá fora nem sempre chega, é preciso que brilhe cá dentro, muito, e que nos torre a pele ao contrário. Que nos doure a alma.
É preciso tapar os ouvidos ao pessimismo e gritar bem alto para que não ouçamos o eco infinitamente refletido de espelhos de mal-estar.
É preciso acreditar no Amor e na Amizade. Acreditar na confiança e aprender a conquistar e a ser conquistado.
Tenho conhecido mais salas de estar de casa de amigos, do que restaurantes. Tenho andado mais a pé do que de avião, tenho trabalhado mais horas do que dormido. Sim, temos feito muitos esforços, mas tem valido bem a pena!
Temos a vida repleta agora. Na certeza de que tudo vem a seu tempo. O bom e o mau. O mau para nos ensinar a mudar (à força) e para que aprendamos a valorizar o bom.
Não me canso de agradecer ao Universo a dádiva com que me presenteia todos os dias. Os Amigos, a Família e o meu emprego que adoro, na cidade do meu coração. Tantos sonhos realizados. Um de cada vez e bem devagarinho. Tantos outros por inventar e desenhar a lápis de cor, para ir refazendo consoante o vento e a vontade.
Mas... tenho medo. Não queria, agora, ter de mudar de repente… de novo… tenho receio desta instabilidade que se sussurra nos corredores da vida. Não queria sustentar a minha vida em influências que quebram como varas verdes sempre que se acena um maço maior. Dói viver fora da bolha.
terça-feira, 17 de julho de 2012
...
"Eu me perguntei porque quando mais precisamos de nós mesmos,geralmente mais nos faltamos.
Que estranha escolha é essa, que faz a gente alimentar os abismos, quando mais precisa valorizar as próprias asas."
Que estranha escolha é essa, que faz a gente alimentar os abismos, quando mais precisa valorizar as próprias asas."
Ana Jácomo
segunda-feira, 16 de julho de 2012
31 coisas que deves fazer antes de completares 32 anos (by polo norte :))
1- Ter um animal de estimação que é parte da família (check!)
2- Mascarar-te de personagens cliché no Carnaval (check!)
3- Ter o teu momento "Closer" (check!)
4- Apaixonar-te pelo teu melhor amigo (check!)
5- Coleccionar coisas estúpidas (check!)
6- Sobreviver a um desgosto de amor (check!)
7- Recolher e partilhar memórias para um dia se poder dizer "Eu ainda sou do tempo..." (check!)
8- Viver um grande amor (ou o maior) (check!)
9- Assumir que já houve dias em que foste uma grande puta (check!)
10- Tirar esqueletos dos armário e analisá-los, sem raiva, à luz dos anos passados (check!)
11- Acumular títulos ridículos ao longo da vida (check!)
12- Conhecer homens errados (para que, quando chegar a altura, possas valorizar o certo) (check!)
13- Ir actualizando as tuas máximas de vida (check!)
14- Rodear-te das pessoas certas e canalizares as tuas energias para gastares com elas (check!)
15- Recusar a auto-vitimização e as generalizações idiotas (check!)
16- Fazer, pela primeira vez, uma declaração pública de amor (check!)
17- Aprender a ver o Mundo de pernas para o ar (check!)
18- Apanhar um desgosto quando descobres que cresceste a acreditar numa farsa (check!)
19- Aprender, à força, o que é a saudade. (check!)
20- Reencontrar um ódio de estimação de adolescência e constatares o bom que é teres amadurecido (check!)
21- Arrepender-te de teres magoado alguém que amaste (check!)
22- Aprender a amar em abstracto. (check!)
23- Pedir desculpas, de forma genuína, a alguém que magoaste intencionalmente (check!)
24- Juntar novas músicas à banda sonora da tua vida (check!)
25- Concretizar, pelo menos, uma das tuas viagens de sonho (check!)
26- Engolir tudo aquilo que criticavas na tua mãe (check!)
27- Criar os teus próprios rituais e instituíres as tuas próprias tradições (check!)
28- Enfrentar as perdas com olhos postos nos ganhos (check!)
29- Sentir que o que não te derrubou fez de ti uma pessoa mais forte. E melhor. (check!)
30- Valorizar o conceito de família. (check!)
31- Não ter medo de assumir que és feliz. (check!)
Prontinha para os 32 :)! Já faltou mais :)
Obrigada Polo Norte
2- Mascarar-te de personagens cliché no Carnaval (check!)
3- Ter o teu momento "Closer" (check!)
4- Apaixonar-te pelo teu melhor amigo (check!)
5- Coleccionar coisas estúpidas (check!)
6- Sobreviver a um desgosto de amor (check!)
7- Recolher e partilhar memórias para um dia se poder dizer "Eu ainda sou do tempo..." (check!)
8- Viver um grande amor (ou o maior) (check!)
9- Assumir que já houve dias em que foste uma grande puta (check!)
10- Tirar esqueletos dos armário e analisá-los, sem raiva, à luz dos anos passados (check!)
11- Acumular títulos ridículos ao longo da vida (check!)
12- Conhecer homens errados (para que, quando chegar a altura, possas valorizar o certo) (check!)
13- Ir actualizando as tuas máximas de vida (check!)
14- Rodear-te das pessoas certas e canalizares as tuas energias para gastares com elas (check!)
15- Recusar a auto-vitimização e as generalizações idiotas (check!)
16- Fazer, pela primeira vez, uma declaração pública de amor (check!)
17- Aprender a ver o Mundo de pernas para o ar (check!)
18- Apanhar um desgosto quando descobres que cresceste a acreditar numa farsa (check!)
19- Aprender, à força, o que é a saudade. (check!)
20- Reencontrar um ódio de estimação de adolescência e constatares o bom que é teres amadurecido (check!)
21- Arrepender-te de teres magoado alguém que amaste (check!)
22- Aprender a amar em abstracto. (check!)
23- Pedir desculpas, de forma genuína, a alguém que magoaste intencionalmente (check!)
24- Juntar novas músicas à banda sonora da tua vida (check!)
25- Concretizar, pelo menos, uma das tuas viagens de sonho (check!)
26- Engolir tudo aquilo que criticavas na tua mãe (check!)
27- Criar os teus próprios rituais e instituíres as tuas próprias tradições (check!)
28- Enfrentar as perdas com olhos postos nos ganhos (check!)
29- Sentir que o que não te derrubou fez de ti uma pessoa mais forte. E melhor. (check!)
30- Valorizar o conceito de família. (check!)
31- Não ter medo de assumir que és feliz. (check!)
Prontinha para os 32 :)! Já faltou mais :)
Obrigada Polo Norte
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Chama-se maturidade.
Há algo que transformou o meu coração.
Chama-se maturidade.
Consciência. Livre arbítrio. Desapego.
Há algo que mudou dentro de mim depois deste último pontapé da puta da vida. Não somos donos de nada. Não controlamos ninguém, nem o nosso próprio destino. O que tem de ser tem muita força. Demasiada.
É evidente que temos de aceitar o que a mão do Universo desenhou para nós, e saber aguardar com serenidade e paz.
Não há nada a fazer. Nada. Apenas aceitar alegremente cada momento presente. Agradecer o sol, a chuva, a saúde, os amigos, a partilha, a família, o Amor, o emprego, o bem-estar. Agradecer a cada respirar, a cada olhar, a cada soluço, a cada lágrima e a cada abraço.
Sentirmo-nos privilegiados porque simplesmente podemos fluir em tempos difíceis transpondo barreiras elevadíssimas e que julgávamos (no verdadeiro sentido da palavra) intransponíveis.
Hoje sou muito maior. Muito maior do que alguma vez sonhei ser. Maior que qualquer sonho que pudesse ter sonhado. Mas, muito mais pequena do que serei antes de partir.
A vida obriga-nos a saltar em vez de caminhar suavemente ou simplemente correr. Foi um salto em seco dado por impulso de um murro no estomago, mas que me esticou a alma e lambeu as profundezas do meu ser.
Tenho dois corações a bater. Um do lado esquerdo do peito outro no centro da cabeça.
Tenho dois corações gigantes. O que ama e sofre e o que ama e racionaliza.
Mudei. Cresci muito. Tenho para mim que a única certeza é, que para fazer bem aos outros, tenho de ser ENORME em tudo, especialmente no AMOR que sinto por mim.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
em surdina...
Os gritos saem-me pelas entranhas em surdina.
Tenho medo, muito medo. Há 30 anos que tenho medo. Não consigo interpretar este sentimento, este vai e vem de pensamentos e imagens que me esmagam, que me trucidam, que me assustam e que tanto me magoam e limitam.
Vivo acorrentada a estes medos, num sentimento de desrespeito total da minha pessoa, enquanto filha, mulher e amiga. Se alguém ouvisse os gritos que ecoam na minha cabeça com certeza entenderia a minha persistência e tristeza na face quando de cada vez que os que mais amo, vêm e voltam. Nunca saberei até quando e não sei viver nesta incerteza.
Quero-os vivos a meu lado, todo o tempo possível. Sinto-me incapaz e sem o direito, quase egoísta, de controlar o seu bem-estar e futuro.
Tenho medo que morram. Tenho medo que desapareçam da minha vida. Tenho medo de não saber nem poder viver de outra forma que não com eles.
Vivo sufocada desde sempre. Na certeza evidente de que não são tomadas as melhores opções nem feitas as melhores escolhas. Eles não vivem felizes e saudáveis por opção, eu não consigo viver feliz sem a felicidade deles. Igualmente errado. Igualmente penoso e irreversível se me deixar esmagar por impostas escolhas.
Quero dar a volta, dar asas aos que mais amo, para que possam tomar as suas decisões livremente, mesmo que implique perde-los precocemente.
Não quero nem consigo viver mais com o sofrimento de ver sofrer por opção e fraqueza.
Choro lágrimas de sangue, e esventro-me sempre que abro a boca para gritar a quem amo, que parem, que se moderem, que relaxem, que usufruam da não dependência. Que vivam os prazeres da vida.
Estar profundamente triste e preocupada, espero não ser mais do que o meu próprio trampolim, para exorcizar os fantasmas que me povoam os sonhos e transformam em guerra a paz que conquisto em cada vitória.
terça-feira, 29 de maio de 2012
É exatamente isto...
É exactamente isto. Eu só quero continuar a ter paz. Só quero continuar a ter a companhia maravilhosa das minhas amigas todos os dias. Só quero continuar a tê-lo a ele na minha vida. Só quero continuar a chegar a casa e a poder fazer exactamente aquilo que gosto. Só quero continuar a passear por Londres e a tirar fotografias. Só quero continuar a fazer cozinhados em casa ao som de boa música e a decidir o que realmente me apetece fazer.
Só quero que aqueles que amo tenham sempre tanta saúde quanta for possível, para que o meu coração continue a bater compassadamente e sem sobressaltos. Só quero continuar a sentir esta tranquilidade que, aos poucos, se foi instalando na minha vida. Só quero viajar com as pessoas que me fazem sentir tão feliz quanto me é humanamente possível.
Só quero poder continuar a cantar sozinha em casa, só quero continuar a trabalhar e a conhecer pessoas interessantes e inteligentes, só quero continuar o sentimento tão estranho e ao mesmo tempo tão real de que não, não sou famosa, não sou tremendamente gira nem popular, mas sou decididamente muito, muito feliz pelas pessoas que escolhi para fazerem parte da minha vida, pela minha própria casa, pelo meu trabalho actual [...].
Se podia pedir mais? Muito mais. De repente apetecia-me fazer uma viagem à volta do mundo. Conhecer todas as culturas. De repente apetecia-me que já estivesse de férias numa ilha paradisíaca. De repente, apetecia-me trazer para casa todas as roupas, perfumes, livres, doces e sapatos que visse e que gostasse.
De repente apetecia-me ter um barco e poder almoçar e jantar nesse barco aos fins-de-semana. Apetecia-me ter uma biblioteca em casa. Apetecia-me ter uma quinta minha, com cavalos, com cães, com ovelhas, com todos os animais que a fizessem preenchida. Apetecia-me fundar uma instituição de apoio baseada nas minhas convicções pessoais. Apetecia-me ter um piano de cauda. Apetecia-me ouvir, num concerto privado, os The Fray. Apetecia-me ir um dia numa viagem ao espaço. Se me faria realmente muito mais feliz? Far-me-ia mais feliz, mas não "muito mais feliz". Porque o que realmente me interessa, os tais meus requisitos mínimos de felicidade, já os tenho. Tudo o que vier a mais de bom, é só bonus.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Por vezes...
Por vezes temos de nos recuperar uns dos outros.
Permitir que a separação atenue as mágoas.
Que possamos retirar os filtros das marcas que a pressão da proximidade pode provocar.
Por vezes temos de deixar partir para ter vontade de regresso. Ter saudade. Sentir falta.
Por vezes, por maior que seja a casa que partilhamos, o espaço é sempre pequeno demais, sufoca.
Por vezes, é melhor arrancar do que colar.
Por vezes, o nosso valor é tão grande, que só se vê bem à distância.
Por vezes, a vida prega-nos uma rasteira para nos obrigar a saltar e voar.
Eu vivo um amor saudável. Nunca é demais. Nunca é perto demais. Nunca sufoca. Nunca.
Mas nem sempre o amor é assim, nem sempre os amores são iguais.
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