quarta-feira, 28 de abril de 2010

Não te quero habituar

Não te quero habituar a nada que não te alimente.
Não te quero levar para lado algum que não te faça crescer.
Não quero criar em ti.
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Viver em consciência da não necessidade. Do mérito pela existência individual. Do amor pleno. Sem medo. Sem passado. Sem futuro. Num presente uno. A cada momento. Simplesmente.
Ouço-te com o coração e desenho-te com as mãos da única alma que tenho. Fujo das guilhotinas de expressão e vou pintando as unhas de encarnado para que os dedos se prolonguem nos rastos de sangue, caso o carrasco não faça justiça. Ficarei sem mãos, sem pulso. Sem cabeça e sem coração. Mas até lá viverei de asas soltas. Beberei a novidade de ser amada. Saborearei a vida do teu corpo no meu. Alimentar-me-ei de nós.
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Não te quero habituar a mim.
Não te quero fazer depender.
Quero apenas que confies que só te quero bem.
Que existe amor pleno.
Sem troca nem devoção dependente.

1 comentário:

Amor no singular disse...

Carla,
Que lindo teu blog e como vc escreve bem! Uma frase aqui, uma ali e de repente era eu quase inteirinha escrita aqui. Que charme vc tem ao nos colocar (sem querer) nas tuas palavras ou talvez são as tuas palavras que se colocam em nós...
Beijos e sucesso em tuas escritas!
Taís
amornosingular.blogspot.com