terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

É a última vez

"É a última vez que choro por ti, pensei eu nessa tarde cheia de sol enquanto conduzia lentamente no regresso a casa. Não foi assim, porque depois disso, quando deixei que voltasses a invadir o meu coração, chorei não por ti, mas por mim e por ter sido tão estúpida." MRP

Pateta

Faço. Desfaço. Arrumo. Organizo. Descanso. Procuro. Encontro. Desencontro. Encho. Despejo. Esvazio.
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Não estás, nem tu, nem o desejo. Não sei o que quero porque não preciso de nada. Quero-me a mim num amor vazio e parcial. Sinto-me perdida numa redoma. Sozinha na multidão. A procura por mim é externa. Interna aquela de mim.
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Nunca estás. Já não quero que estejas. Desiludes-me na medida em que prometes. Falhas na medida em que hesitas e foges. Perdes-me em ti próprio. És o meu antídoto pateta.

Musica do dia IX

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"Aos 19 anos, um grave acidente quase encerrou sua vida, mas deu início à sua carreira artística. Foi atropelada por um automóvel quando voltava de bicicleta para casa. Resultado: múltiplas fracturas na região pélvica, cervical e da cabeça. Para recuperar algumas das suas antigas habilidades cognitivas, o médico recomendou que fizesse o uso da música como terapia.
Foi presa a uma cama que ela compôs e gravou as canções do álbum intitulado “Some Lessons: The Bedroom Sessions”, vendido pela internet, que chamou a atenção de uma rádio local.
Hoje, aos 23 anos, ela continua a lutar contra as sequelas do acidente que a obriga a usar constantemente óculos escuros (hipersensibilidade à luz e ruídos), bengala para se apoiar e um dispositivo preso à cintura que estimula a produção de endorfina no seu organismo, tornando as dores mais suportáveis - Miss Glitering"

Não vou desistir nunca

Longo caminho o que me espera. Acabei de vestir a armadura branca de algodão. Pelo joelho. Limpo o óleo da vida ao fato-macaco. Arregaço as mangas. Olho em frente e arranco. O coração cozido em duas partes, uma que já te pertenceu. Está quente e arrepio-me. Estava frio quando derreti. Agora, num tempo ameno de por de sol de outono tenho a certeza deste objectivo: ser feliz.

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Vejam novelas

Este blog não é um bairro de regateiras nem de cusquices.
Não é uma novela! Não é um argumento! Não é uma bengala!
Não é!
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Não tentem, POR FAVOR, deduzir nada a partir daqui. Fazer juízos de valor ou tentar perceber como está a minha vida. A minha vida é muito mais do que posso escrever. Demasiado grande para cabecinhas de pessoas assim.
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Ainda gostava de perceber o que vêm aqui fazer. Criticar? Procurar alimento e aventura? Razões para a própria existência? Motivo de compaixão?
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Estupidez natural?
Bem me parecia!
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1- Quem gosta verdadeiramente de mim, está próximo porque quer e porque merece, não precisa de perguntar, a ninguém, nada, sobre mim, em função do que está aqui escrito. Pergunta-me a mim. Sabe a verdade. O que é ou não realidade. O que sinto. O que vivo.

2- Quem não é, não vem aqui fazer nada!

Ninguém é dono de qualquer parte de mim.
Ninguém!
É assim tão dificil entender?
Daaaa-seeeee! PQP!
Vejam novelas!!!

Onde está?

Onde está a paz que prometeste?

É desde amor que falo 3

"Meu amor,
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Hoje é o dia em que te escrevo uma carta sem razão ou se calhar por uma razão muito especial (…) a possibilidade de termos um filho (…)
Penso que é apropriado explicar-te porque é que preferia ter filhos mais tarde na vida (…) para mim a paternidade é algo de tal responsabilidade que a minha personalidade perfeccionista (um erro porque é fonte natural de insatisfação permanente) é levada ao extremo…
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Para mim um pai deverá ser alguém que já atingiu a iluminação, alguém que é verdadeiramente feliz, calmo e justo. Um mestre. Quero com isto dizer que um pai deve ser alguém que já tenha consciência do seu papel no mundo, que tenha aceite os seus limites (ainda que provisórios) e que esteja em paz interior (…)
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Eu nesta altura encontro-me em guerra com o mundo, lutando por um lugar. Questionando tudo como uma criança (…) e agora penso se isto alguma vez mudará, acho que não! O que talvez melhore é a capacidade de aceitação de não saber responder.
(…) no entanto a minha convicção profunda, e o mais importante num pai é ser um bom exemplo e o amor, e de facto acho que não sou um exemplo suficientemente bom, mas amor nós temos, muito… (…)
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A imagem de eu, tu e os nossos filhos é um sonho lindo. A questão é quando o queremos realizar.
Contudo a vida não espera pelas nossas respostas, não se preocupa com as nossas dúvidas, simplesmente lança-nos novos desafios, e é isso que faz dela tão especial (…) por isso se a vida nos der agora um filho, tenho a certeza que faremos dele uma pessoa da qual nos possamos orgulhar.
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Eu, o futuro (mais cedo ou mais tarde) pai dos teu filhos, que te amará eternamente.
"

Amor

O amor não está na distância nem na falta. O amor não está na fuga nem na desistência. O amor não está na falha nem na ausência.
O amor não precisa de tempo nem de espaço. O amor não precisa de testes nem provas. O amor não precisa de solidão nem similitude.
O amor está na partilha e na completude. O amor está na luta e na dificuldade comum. O amor está no perdão e na presença.
O amor é presente e cheio. É certo e baseado. É uno e eterno.
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O amor é simplesmente amor. Só possível para quem o sente. Na raridade da sua hipótese.

imito

e imito
o cansaço porque este futuro é irregressável.
e imito
o corpo porque nele tenho noites inacessíveis.

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Sylvia Beirute

Musica do dia VIII

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