quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Peço paz.

Não compreendo o mal no mundo, nem as vezes que este se subrepõem ao querer bem e merece-lo, justamente. Embora as razões cheguem sempre, mais cedo ou mais tarde, nem sempre é possível regenerar a alma e as mãos para que se agarre o destino e o futuro com esperança. A justiça é lenta mas o universo não falha. Não peço vingança, nem iguais medidas, nem em dobro, nem de volta. Peço apenas paz interior a quem faz mal gratuitamente. Peço apenas que sejam encontrados justos meios para os fins que se prometem. Que se sinta na alma e na pele, nem que apenas por um segundo, a falta de ar e liberdade. O peso que se carrega de um crime que não se cometeu. A incerteza. A insegurança. A agonia. A revolta, que consomem diariamente inocentes. Peço paz para que, com clarividência se tomem as atitudes lentas e justas. A seu tempo. Sem medo e ganância.
Peço paz. Apenas paz

3 comentários:

(sub)TIL disse...

E não é pedir pouco...
beijinhos+

Leonardo B. disse...

Por minha grande falta de jeito, mas com o desejo de também partilhar o espírito desta quadra, partilho de Vitorino Nemésio, um outro Natal,

«Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.
Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.
Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado…
Só esse pobre me pareceu Cristo.»

Com um sincero desejo de uma quadra plena,
Um imenso abraço,

Leonardo B.

Desirée disse...

todos nós, pelo menos eu acho que a maioria, queremos !